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Competição - Heavy Varmint

WRABF World Championship

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#1 Flavio Vieira

Flavio Vieira

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Posted 28 July 2015 - 09:38 AM

Após os três alvos de Light Varmint, começariam as provas de Heavy Varmint, que são concluídas no dia subsequente, quando são feitos mais dois alvos, um pela manhã e outro pela tarde.

Apesar do resultado desfavorável que nos abateu no terceiro alvo do Light Varmint, não deixamos nos abalar e pensamos positivamente no que ainda estava por vir.

No primeiro alvo de Heavy Varmint Flávio foi o primeiro a atirar, uma condição complicada, o chumbamento no cano atrapalhou consideravelmente e rendeu um 243. Comparado aos outros foi um resultado bastante razoável. Em seguida Paulo Otávio em uma condição bastante difícil conseguiu arrancar um 241. Em seguida Pedro em condições bastante desafiadoras fez um 243 e o time manteve uma boa média diante de condições muito duras de prova.

No segundo dia de competição do Heavy Varmint a ordem de prova mudou. Quem foi o primeiro a atirar foi o Pedro e pegou uma condição climática menos perturbadora e fez um excelente 246! Em seguida ficamos um relay fora e atiramos no seguinte, com Flávio enfrentando uma condição menos complicada e fazendo um 244. Em seguida Paulo Otávio atirando em condições ainda complicadas conseguiu um 245, mesmo dando mais tiros do que a arma era capaz de fazer de forma consistente, ele estava com baixa quantidade de ar no cilindro, o que fez a pontuação cair um pouco no final do alvo. Mesmo assim foi um excelente resultado.

Após dois alvos atirados o Brasil era o primeiro por equipe e Pedro Ashidani era o quarto colocado geral.

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Uma coisa estranha acontecia, o estande tinha fluxo de ventos diferentes, uma hora ventava mais no início, depois ventava mais no fim do estande e não havia uma lógica, a única certeza é que no meio do estande o vento turbilhonava.

Quando fomos para o terceiro alvo, trocamos de mesa e o vento nos perseguiu, aliviando em outros setores do estande e piorando no local onde estávamos.

Pedro foi o primeiro a atirar o terceiro alvo e o vento não dava trégua, intensidade forte, variável, rajadas, mudanças repentinas de direção e intensidade, uma condição extremamente difícil, muita gente boa não estava esperando algo desse nível. Pedro atirou e fez um 240 em condições extremamente complicadas. Em seguida foi a vez de Flávio, em uma situação de ventos muito similar a que Pedro havia pegado, em vez de aliviar a condição ficou mais severa e o resultado foi um 238. No último alvo que o Paulo Otávio atiraria, toda a pressão foi colocada nele. Estávamos praticamente empatados com a África do Sul e o resultado dependeria do Paulo Otávio ser melhor que Stefan Viljoen, um garoto sul africano que havia feito um 250 no alvo anterior. As condições estavam terríveis, ventos de grande intensidade, variando em direção. No começo do alvo, Paulo Otávio perdeu três ou quatro tiros, a situação parecia que ia se deteriorar. Ele manteve a calma e começou a contornar os pontos perdidos, recuperando a performance e conseguindo um impressionante 242 no último alvo.

Ao terminarmos os resultados, percebemos que na espotagem do alvo do Sul Africano, aparentemente ele havia feito uma pontuação muito similar a de Paulo Otávio, mas não tínhamos certeza. Quando saiu o resultado não oficial, vimos que a África do Sul estava um ponto na frente, mas a quantidade de X’s do time Brasileiro havia sido a maior da competição, ou seja, fomos o time com o maior número de X’s da divisão Heavy Varmint e em caso de empate o desempate é o número de X’s.

Imediatamente o time saiu em busca de algum erro nos alvos dos Sul Africanos, pois a apuração foi feita de modo eletrônico e já havíamos percebido algumas discrepâncias de apuração quando fizemos a verificação manual dos alvos do Light Varmint.

Imediatamente após investigarmos o último alvo de Stephan Vilijoen, detectamos um alvo que era claramente um 9 e tinha sido marcado como 10.

Os protestos deveriam ser entregues ao Comitê de Protestos até as 14:45, e o nosso protesto foi o último a entrar. Fomos o único time da competição a protestar um alvo de outro time.

No Comitê estavam Bill Collaros (presidente WRABF e presidente do Comitê), Richard Fernandez (PHI), Tomi Korpi (FIN), Todd Banks (USA) e Greg Schneider (AUS). Ao avaliarem o alvo, era nítido que foi um erro de apuração, pois era claramente um 9 e não um 10. O Comitê deferiu o nosso protesto e com isso empatamos em pontos com a África do Sul e vencemos no número de X’s!

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Foto Comitê Protestos: Da esquerda para direita temos Flávio Vieira (BRA), Todd Banks (USA), Greg Schneider (AUS), Bill Collaros (Presidente/WRABF), Richard Fernandez (PHI) e Tomi Korpi (FIN).

 

A medalha de bronze por equipes no Heavy Varmint é brasileira!

Dividimos o  pódio com dois times dos Estados Unidos, que foram bastante consistentes e tem excelentes atiradores.

Uma consideração importante: Stefan Viljoen é Campeão Mundial de Field Target Sênior.

 

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Foto: Stefen Viljoen (SAF)

 

 

No resultado final individual ficamos classificados assim:

 

Pedro Ashidani - 8º lugar

Paulo Otávio Alves Ashidani - 14º

Flávio Vieira - 20º

 

O grande vencedor foi o italiano Gianpietro Mazzolari, que atirou com uma Feinwerkbau P70.

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Foto: Gianpietro Mazzolari (ITA)

 

 

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No agregado considerando a soma da pontuação obtida no Light Varmint e Heavy Varmint (2 GUN) a classificação ficou assim:

 

Paulo Otávio Alves Ashidani - 11º

Flávio Vieira - 13º

Pedro Ashidani - 33º

 

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#2 SINGLE SIX 22lr

SINGLE SIX 22lr

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Posted 29 July 2015 - 06:15 PM

Muito interessante uma característica que notei !!! As lunetas das fotos acima todas weaver T-36 ???? Peso ou custo benefício ???? Pois a galera aí fora tem mais acesso a ótimas marcas e preço pra eles não e tão salgado !???
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#3 Rodrigo Cirilo

Rodrigo Cirilo

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Posted 30 July 2015 - 08:20 AM

Parabéns ao time brasileiro pela conquista.. valeu a pena todo transtorno nos aeroportos heim!!


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#4 Pedro Ashidani

Pedro Ashidani

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Posted 02 August 2015 - 05:14 AM

Muito interessante uma característica que notei !!! As lunetas das fotos acima todas weaver T-36 ???? Peso ou custo benefício ???? Pois a galera aí fora tem mais acesso a ótimas marcas e preço pra eles não e tão salgado !???

Jalvas,
Acredito que para ar comprimido, a weaver mostra-se o melhor conjunto se levarmos em conta a relação custo/benefício.
Como as categorias possuem limites de peso para os conjuntos, lunetas mais leves são bem vindas, para permitir mais peso distribuídos nas armas.
Já para o rimfire, lunetas com aumentos maiores são interessantes.
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