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#99 Primeiro dia de Competição - Light Varmint

Posted by Flavio Vieira on 24 July 2015 - 04:09 AM

Vídeo do primeiro dia de competição. Light Varmint.

 

Um dia que amanheceu congelando, com neblina, vento, pouco vento, mais vento e que no fim da tarde fez calor. Bem vindo a Brisbane!


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#121 Competição - Heavy Varmint

Posted by Flavio Vieira on 28 July 2015 - 09:38 AM

Após os três alvos de Light Varmint, começariam as provas de Heavy Varmint, que são concluídas no dia subsequente, quando são feitos mais dois alvos, um pela manhã e outro pela tarde.

Apesar do resultado desfavorável que nos abateu no terceiro alvo do Light Varmint, não deixamos nos abalar e pensamos positivamente no que ainda estava por vir.

No primeiro alvo de Heavy Varmint Flávio foi o primeiro a atirar, uma condição complicada, o chumbamento no cano atrapalhou consideravelmente e rendeu um 243. Comparado aos outros foi um resultado bastante razoável. Em seguida Paulo Otávio em uma condição bastante difícil conseguiu arrancar um 241. Em seguida Pedro em condições bastante desafiadoras fez um 243 e o time manteve uma boa média diante de condições muito duras de prova.

No segundo dia de competição do Heavy Varmint a ordem de prova mudou. Quem foi o primeiro a atirar foi o Pedro e pegou uma condição climática menos perturbadora e fez um excelente 246! Em seguida ficamos um relay fora e atiramos no seguinte, com Flávio enfrentando uma condição menos complicada e fazendo um 244. Em seguida Paulo Otávio atirando em condições ainda complicadas conseguiu um 245, mesmo dando mais tiros do que a arma era capaz de fazer de forma consistente, ele estava com baixa quantidade de ar no cilindro, o que fez a pontuação cair um pouco no final do alvo. Mesmo assim foi um excelente resultado.

Após dois alvos atirados o Brasil era o primeiro por equipe e Pedro Ashidani era o quarto colocado geral.

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Uma coisa estranha acontecia, o estande tinha fluxo de ventos diferentes, uma hora ventava mais no início, depois ventava mais no fim do estande e não havia uma lógica, a única certeza é que no meio do estande o vento turbilhonava.

Quando fomos para o terceiro alvo, trocamos de mesa e o vento nos perseguiu, aliviando em outros setores do estande e piorando no local onde estávamos.

Pedro foi o primeiro a atirar o terceiro alvo e o vento não dava trégua, intensidade forte, variável, rajadas, mudanças repentinas de direção e intensidade, uma condição extremamente difícil, muita gente boa não estava esperando algo desse nível. Pedro atirou e fez um 240 em condições extremamente complicadas. Em seguida foi a vez de Flávio, em uma situação de ventos muito similar a que Pedro havia pegado, em vez de aliviar a condição ficou mais severa e o resultado foi um 238. No último alvo que o Paulo Otávio atiraria, toda a pressão foi colocada nele. Estávamos praticamente empatados com a África do Sul e o resultado dependeria do Paulo Otávio ser melhor que Stefan Viljoen, um garoto sul africano que havia feito um 250 no alvo anterior. As condições estavam terríveis, ventos de grande intensidade, variando em direção. No começo do alvo, Paulo Otávio perdeu três ou quatro tiros, a situação parecia que ia se deteriorar. Ele manteve a calma e começou a contornar os pontos perdidos, recuperando a performance e conseguindo um impressionante 242 no último alvo.

Ao terminarmos os resultados, percebemos que na espotagem do alvo do Sul Africano, aparentemente ele havia feito uma pontuação muito similar a de Paulo Otávio, mas não tínhamos certeza. Quando saiu o resultado não oficial, vimos que a África do Sul estava um ponto na frente, mas a quantidade de X’s do time Brasileiro havia sido a maior da competição, ou seja, fomos o time com o maior número de X’s da divisão Heavy Varmint e em caso de empate o desempate é o número de X’s.

Imediatamente o time saiu em busca de algum erro nos alvos dos Sul Africanos, pois a apuração foi feita de modo eletrônico e já havíamos percebido algumas discrepâncias de apuração quando fizemos a verificação manual dos alvos do Light Varmint.

Imediatamente após investigarmos o último alvo de Stephan Vilijoen, detectamos um alvo que era claramente um 9 e tinha sido marcado como 10.

Os protestos deveriam ser entregues ao Comitê de Protestos até as 14:45, e o nosso protesto foi o último a entrar. Fomos o único time da competição a protestar um alvo de outro time.

No Comitê estavam Bill Collaros (presidente WRABF e presidente do Comitê), Richard Fernandez (PHI), Tomi Korpi (FIN), Todd Banks (USA) e Greg Schneider (AUS). Ao avaliarem o alvo, era nítido que foi um erro de apuração, pois era claramente um 9 e não um 10. O Comitê deferiu o nosso protesto e com isso empatamos em pontos com a África do Sul e vencemos no número de X’s!

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Foto Comitê Protestos: Da esquerda para direita temos Flávio Vieira (BRA), Todd Banks (USA), Greg Schneider (AUS), Bill Collaros (Presidente/WRABF), Richard Fernandez (PHI) e Tomi Korpi (FIN).

 

A medalha de bronze por equipes no Heavy Varmint é brasileira!

Dividimos o  pódio com dois times dos Estados Unidos, que foram bastante consistentes e tem excelentes atiradores.

Uma consideração importante: Stefan Viljoen é Campeão Mundial de Field Target Sênior.

 

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Foto: Stefen Viljoen (SAF)

 

 

No resultado final individual ficamos classificados assim:

 

Pedro Ashidani - 8º lugar

Paulo Otávio Alves Ashidani - 14º

Flávio Vieira - 20º

 

O grande vencedor foi o italiano Gianpietro Mazzolari, que atirou com uma Feinwerkbau P70.

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Foto: Gianpietro Mazzolari (ITA)

 

 

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No agregado considerando a soma da pontuação obtida no Light Varmint e Heavy Varmint (2 GUN) a classificação ficou assim:

 

Paulo Otávio Alves Ashidani - 11º

Flávio Vieira - 13º

Pedro Ashidani - 33º

 

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#19 Brisbane 2015 - World Cup

Posted by Flavio Vieira on 04 April 2015 - 11:06 PM

As competições sediadas pela WRABF (World Rimfire and Air Rifle Benchrest Federation) tem caráter Europeu e Mundial. As provas que contemplam o Campeonato Europeu, realizadas de quatro em quatro anos, são intercaladas com as provas Mundiais, também realizadas de quatro em quatro anos. Por ser uma federação que congrega países que não fazem parte da União Européia, como as Américas, África, Ásia e Oceania, o Campeonato Europeu é realizado conjuntamente com uma Copa do Mundo, de onde saem o Campeão Europeu e o vencedor da Copa do Mundo em uma mesma competição, que pode resultar em dois países diferentes (Campeão Europeu e do Mundo) ou apenas um, se o mesmo for membro União Européia.
 
Este ano de 2015 será realizado o Campeonato Mundial, sediado em Brisbane, Austrália.
 
Por enquanto o Campeonato terá a seguinte composição:
 
15 Países participantes


119 Atiradores na Divisão Air LV
119 Atiradores na Divisão Air HV
101 Atiradores na Divisão Rimfire HV
98 Atiradores na Divisão Rimfire LV
93 Atiradores na Divisão Rimfire Sporter

Prêmios: Aproximadamente  AUS$ 40.000,00
ELEY: Patrocinador majoritário dos eventos Rimfire
STEYR SPORT & POTTER FIREARMS & SPORTS & DEFENCE: Patrocinador Majoritário dos Eventos de Ar Comprimido.
 
Mais empresas que apoiam e patrocinam o evento:

BRT Shooters Supply
DiOrio Manufacturing
Don Stith Stocks
Total Solutions Engineering
Rob Carnell
Seb Products
Sport & Defence
Safari Firearms
BigStick Stocks
Mr T
Bulz Eye Pro


 
A Potter Firearms vai premiar com uma Steyr LG 110 Benchrest o vencedor do agregado das provas de Ar (LV e HV).
 
O local da prova será o estande Belmont Shooting Complex (link) que é extremamente bem estruturado. Algumas equipes vão ficar hospedadas no Complexo (link), não necessitando de alugar veículos ou depender de transporte público, o que agrega bastante conforto. A equipe brasileira conseguiu esse privilégio.
 
As datas do campeonato são:
 
Julho/Agosto 2015

Quarta 22 de julho: Treinamento, Registro e Checagem de equipamento
Quinta 23 de julho: Treinamento, Reunião de Segurança, Reunião dos Capitães, Checagem de equipamento e Registro.
Sexta 24 de julho: Air LV 25m
Sábado 25 de julho: AIR LV & AIR HV 25m
Domingo 26 de julho: AIR HV 25m
Segunda 27 de julho: Dia de descanso & Reunião Geral

Terça 28 de julho: Int Sporter 50m
Quarta 29 de julho: Int Sporter & LV 50m
Quinta 30 de julho: LV 50m
Sexta 31 de julho: HV 50m
Sábado 1 de agosto: HV 50m & FINAL Jantar de Despedida
Domingo 2 de agosto:  CHECK OUT

 

www.wrabf.com


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#112 PQP! Conseguimos!!!!

Posted by Igor on 26 July 2015 - 03:58 PM

Parabéns aos meus amigos e companheiros de equipe! Sabia que esse ano alguma medalha trariam, pois vejo de perto o esforço de vocês, a dedicação, os treinos, pesquisas e investimentos.

Continuem assim que em 2017 estarei lá novamente para fazermos bonito!

E o terceiro melhor time do mundo usa coronhas by Igor Porto :)
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#103 Primeiro dia de Competição - Light Varmint

Posted by Pedro Ashidani on 24 July 2015 - 05:32 AM

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#102 Primeiro dia de Competição - Light Varmint

Posted by Pedro Ashidani on 24 July 2015 - 05:29 AM

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#100 Brisbane 2015 - World Cup

Posted by Flavio Vieira on 24 July 2015 - 04:40 AM

Acho que esse ano U.S Team se sairá bem...

Vamos aguardar e ver...

Boa sorte!

 

Eu tinha uma expectativa muito grande a respeito das armas que os americanos iam trazer. Acompanhei de longe a saga da troca do mecanismo, de eletrônico para mecânico para se adequar as regras da WRABF e da necessidade de colocar número de série nelas, pois nem isso elas tinham. São feitas manualmente em processo artesanal, a documentação necessária para ir para Austrália e retornar demanda números de série e isso foi feito. Acompanhando de longe as pontuações dos americanos, principalmente Paul Bendix, com seus 750/57X, pensei que o desempenho deles fosse ser arrebatador. Chegaram a cogitar que o time americano seria o "Dream Team", pois com um line up com Paul Bendix, Todd Banks, Matt Labebedy, Vipha Miller e Dough Miller ninguém poderia esperar o contrário.

No dois dias de treino que antecederam a competição, as Thomas saíram do case e foram para a bancada. Na primeira aparição chamou a atenção de quem já tinha ouvido falar nelas, mas muita gente mal as conhece. Logo nos primeiros alvos uma surpresa, Todd Banks com a arma de Paul Bendix emprestada percebeu uma queda no tiro, e o tiro subsequente nem chega até ao alvo. Nos demais tiros, não conseguiu ver onde impactaram. Resultado: 5 chumbos parados no cano. Um balde de água fria. Pegam o telefone e ligam para o criador das máquinas no Colorado às 21:00 de lá. Conversam um pouco e meia hora depois a Thomas BR está desmanchada sobre a bancada. Horas depois ela retorna ao tiro, mas ninguém do time americano consegue ter confiança nelas. Depois de um tempo, Dough e Vipha Miller chegaram com suas Thomas BR. Mais um pouco de treino e das 4 armas que vieram, 2 ajustadas para Light Varmint e duas para Heavy Varmint, apenas uma estava operacional.

No primeiro alvo Paul Bendix foi muito mal, assim como Dough Miller. Todd Banks utilizando sua própria arma (RAW TM 1000) foi bem no primeiro alvo junto com seu companheiro de equipe Matt Labebedy que também possui uma TM 1000. Vipha Miller, utilizando uma Thomas BR foi bem no primeiro alvo.

No segundo alvo Paul Bendix continuou atirando muito mal e Matt Labebedy que havia sido o melhor americano no primeiro alvo sucumbiu, pontuando bem abaixo de 240. Todd manteve sua média com sua TM 1000 e Vipha Miller também, com Dough Miller conseguindo se recuperar no segundo cartão.

As condições não foram fáceis para ninguém. Um dos estandes mais difíceis que já atiramos. Atiradores renomados como Pino Leone (ITA), Ron Harding (GBR), Andrii Ponomarov (UKR), Giovanni Atzeni (ITA), Paul Bendix (USA), Matt Labebedy (USA),  estão bem mal colocados após 2 cartões.

Só termina quando acaba, amanhã tem mais.


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#91 PQP 2!

Posted by Pedro Ashidani on 21 July 2015 - 04:51 AM

Já dentro do avião, o funcionário que levou os cases das armas da PF para o porão do avião, trouxe uns documentos NOTOC e me entregou e disse que deveríamos informar as Cias Aéreas subsequentes dos itens que estávamos levando (armas de pressão). Achamos isso estranho, pois nunca um NOTOC nos foi entregue. Ao chegar no destino, questionamos a chefe da equipe de comissárias da TAM sobre a estranheza do fato de terem nos entregado um documento que é restrito à Cia Aérea, e ela confirmou que estava errado e o NOTOC deveria ter ficado com a tripulação e que ela faria o encaminhamento ao pessoal responsável de solo.

 

Chegamos em Santiago por volta das 11:30Hs e já notamos um procedimento diferente. Apesar de estarmos em conexão e já termos o cartão de embarque, havia uma fila para realização de novo check-in.

 

Perguntamos a uma moça da informação se deveríamos fazer novamente o check-in, porém ao ver o cartão de embarque, ela informou que poderíamos passar direto. Logo a seguir uma atendente da LAN, correu e pediu para entrarmos na fila do check-in. Na fila um terceiro atendente de nome Christian da Qantas, perguntou nosso sobrenome, conferiu numa lista e disse que poderíamos seguir para o embarque. Informei que tínhamos malas com itens restritos (armas de pressão) e ele pediu o tíquete das malas. Ao verificar que eles estavam indicando que iriam para Brisbane, ele disse que estava tudo certo e que poderíamos prosseguir para o portão.

 

Seguimos para a área de embarque e fomos almoçar.  Por volta das 13:30Hs, nossos nomes foram chamados no alto-falante e nos apresentamos no balcão da Qantas. Ali, o mesmo funcionário que tinha nos orientado na fila, Christian, informou que nós deveríamos ter informado ao pessoal da Qantas o conteúdo da nossa bagagem!! Em seguida disse que a companhia queria inspecionar todas as malas, os seis volumes, e um de nós deveria acompanha-los e abrir a bagagem para a inspeção.

 

Até aí nenhum problema.

 

Aí o funcionário emendou que não estavam conseguindo localizar todas as malas e que que se não fosse possível inspecioná-las, nós não poderíamos embarcar. Disse também que eles não poderiam atrasar o voo para nos esperar caso as malas não fossem encontradas a tempo...

PQP!

 

O Atendente disse que deveríamos ter avisado antes que tínhamos armas. Tentamos explicar que ele havia nos orientado de maneira diferente, mas veio a resposta: Esta nossa conversa não mudaria nada e que não era produtiva...

 

Ficamos arrasados! Agora a situação era pior que no Brasil, pois além de não termos a quem recorrer, estávamos em outro país, com documentos Brasileiros e Australianos e sem papéis Chilenos, pois seria apenas uma conexão simples! Veio a lembrança do filme O Terminal com Tom Hanks...

 

Mantivemos o pensamento positivo e vendo as pessoas formando fila e embarcando no Avião. Fiquei torcendo para demorar bastante... já eram 13:45Hs e a fila do embarque começou a diminuir. Aí Flávio é chamado para acompanhar a inspeção da bagagem. Eu e Paulo Otávio ficamos aguardando ansiosos e observando a fila do embarque diminuindo... diminuindo... avistamos o Flávio voltando com sorriso no rosto! Ufa!

 

Estou escrevendo este texto no avião da Qantas. São 21:17Hs, estamos no meio do Pacífico, viajamos 5000Km e ainda 6400Km por vir...

Espero apenas que a chegada em Sidnei seja tranquila e o embarque para Brisbane ocorra sem mais traumas...

 

Até breve!

 

E PQP!


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#88 PQP – PHODDA!!!

Posted by lobão on 20 July 2015 - 03:06 PM

Juntou duas coisas que funcionam bem pro aqui...

Empresas aéreas - cuja fiscalização DEVERIA se dar por uma agência reguladora, mas que virou cabide de emprego - e controle de armas.

E se depender do Chile, a coisa piora, posto que a EQUIPE DE TIRO AO VÔO do Chile foi ha uns dois anos proibida de embarcar com as munições para uma competição nos EUA! Imagine se fariam algum esforço por brasileiro...


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#86 PQP – PHODDA!!!

Posted by Pedro Ashidani on 20 July 2015 - 05:05 AM

Novamente o time brasileiro participará de um evento WRABF (World Rimfire and Air Rifle Benchrest Federation). Desta vez será o Campeonato Mundial. O time formado por Flávio Vieira, Paulo Otávio Ashidani e Pedro Ashidani, preparou-se por mais de 20 meses para este evento, com muitas horas de planejamento, preparação, provas e execução de um sonho, o Campeonato Mundial de Benchrest (WRABF) do outro lado do mundo, em Brisbane – Austrália.

Nesta edição a possibilidade de compartilhar equipamentos entre os atletas da equipe reduziu consideravelmente a quantidade de bagagem, porém a burocracia para levar armas de pressão para Austrália, mostrou-se excessivamente complicada. Formulários extensos e confusos, foram preenchidos, conferidos, reconferidos e após semanas de batalhas, finalmente as autorizações ficaram prontas. Autorização para sair do Brasil, para entrar na Austrália, sair da Austrália e voltar ao Brasil

No dia 15/07, Pedro e Paulo Otávio partiram para Uberlândia onde iriam organizar a bagagem junto com Flávio em 6 volumes, de no máximo 23Kg cada. No dia seguinte, o grupo se deslocaria para Guarulhos, para embarcar no voo para Austrália. Malas prontas, partiram para São Paulo.
Após um breve descanso no hotel, a equipe se deslocou para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, chegando lá por volta das 2:00Hs. A companhia escolhida, por questões econômicas foi a LAN/TAM. O Voo iria sair 7:30, mas decidimos chegar cedo para não correr riscos.

Às 3:15H estávamos iniciando o procedimento de check-in, e aí começaram os problemas. Devido a sistemas de parcerias entre companhias aéreas, quem iria realizar o trajeto de São Paulo até Santiago (Chile) seria a TAM, e começamos a via sacra de apresentação de documentos. Depois de apresentados documentos emitidos pelo Brasil e pela Austrália, o atendente nos informou que estava tudo certo, mas deveríamos ter feito uma reserva antecipada junto a companhia Qantas, que faria o trajeto Santiago a Sidnei. A primeira informação é que deveríamos pegar as armas na conexão e fazer um novo processo de verificação de documentos no Chile. Flávio comentou que esta exigência não fazia sentido, visto que não tínhamos nenhuma documentação de autorização por parte do governo chileno. Após alguns telefonemas, o atendente reconheceu que estava equivocado, porém ele insistiu que deveríamos ter feito a reserva antecipada junto a Qantas.
Dissemos que quando compramos a passagem, questionamos a agência se existia a necessidade de algum procedimento especial para embarcar com as armas. O funcionário ligou para a LAN e a companhia informou que não havia necessidade de nenhum procedimento especial e que seria somente necessário apresentar os documentos das armas no check-in.

O atendente da TAM, informou que este é procedimento da TAM e da LAN, porém como havia uma outra parceira que faria um trecho do vôo e que ela exigia uma requisição antecipada para transporte de armas para a prática de tiro esportivo. O Atendente concordou que tal exigência era descabida, mas era o que constava no manual de procedimentos, e que ele iria verificar junto a supervisora qual seria a orientação. A supervisora da companhia, disse que os passageiros deveriam ser responsáveis pela autorização antecipada junto a companhia Qantas. O Atendente ligou para a Central de Aeroportos e recebeu a mesma instrução. O atendente disse que sem o documento de reserva não poderíamos embarcar E INFORMOU QUE O NOSSO EMBARQUE HAVIA SIDO NEGADO!!!

PQP!

Argumentamos que havíamos comprado o vôo da LAN, e que TAM e Qantas deveriam se acertar. Pedimos que a TAM nos orientasse em como conseguir tal permissão, porém fomos informados que a Qantas não tem operação no Brasil e que a TAM não sabia onde, quem e como proceder para conseguir tal autorização!!
Já eram quase 5:00 horas da manhã, o turno do atendente tinha acabado e ele doido para ir embora, passou a bola para outro. Pedimos para conversar com a supervisora, mas esta dizia que viria mais tarde, pois estava muito ocupada e se negava a nos atender pessoalmente!
Sem ter mais a quem recorrer e diante de um comportamento ignorante e inflexível por parte da supervisora da TAM, tentamos contato com a Agência que nos vendeu a passagem aérea para ver como eles poderiam nos ajudar. Consegui conversar tanto com o funcionário da agência que nos vendeu as passagens, bem como com a proprietária da empresa. Descrevi a situação bizarra que nos foi imposta e o risco iminente de perder a competição, pois o embarque estava próximo e nada havia sido providenciado ainda.

Na nossa cabeça, começou a crescer o sentimento de que não iríamos embarcar por causa deste documento e que todos os meses de preparação, recursos investidos estavam para ser jogados no lixo. Isso por que não poderíamos pegar um outro vôo, pois toda a documentação expedida pela Austrália estava atrelada ao itinerário inicial. Um sentimento profundo de tristeza nos abateu, não pelos valores investidos, mas principalmente por perder a oportunidade de representar nosso país em um evento internacional!

Por volta das 6:00 horas uma funcionária (Bernadete), que acabara de chegar, assumiu a supervisão do check-in. Ela nos procurou informando que assumiria nosso embarque e que uma pessoa da Cia Aérea estaria providenciando nossa autorização com as demais Cias Aéreas. Com muita clareza e disciplina, Bernardete disse que providenciaria o preenchimento dos papéis que o atendente anterior (Alfredo) havia feito de forma incompleta, pois se o nosso embarque fosse autorizado ainda teríamos que ir até a Polícia Federal fazer a liberação das armas e correr para o embarque. Passaram mais 10 minutos de pura incerteza e consternação até que perguntamos, em meio ao clima de tristeza, incerteza, decepção e lá no fundo, fé: - “E aí Bernardete?!?!?” Um pouco depois...UFA! Fomos autorizados a embarcar! Mas ainda documentos tinham que ser finalizados, bagagens etiquetadas e despachadas, armas deveriam ser inspecionadas e lacradas...

Corre, daqui, corre de lá e corre mais ainda, faltando menos de 30 minutos para a partida passamos pela segurança do aeroporto e finalmente conseguimos embarcar. Todos extremamente estressados, abatidos, com sede, fome, dor no estômago...

Pouco antes de embarcar, recebi um telefonema, onde viemos a descobrir que a súbita mudança de comportamento da equipe da LAN/TAM deveu-se à intervenção de Marinez da Agência Rotas Turismo de Araxá. Às 5:00 Hs, Marinez conseguiu contato com algum gestor da LAN/TAM e eles conseguiram resolver o problema.
Já acomodados no avião, a equipe se entreolhava mal acreditando que estavam a caminho de Brisbane. Um sentimento era comum a toda a equipe: PQP!
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#157 Uma Viagem Memorável

Posted by Pedro Ashidani on 18 December 2015 - 11:07 AM

Começa o ultimo relay, e nos 4 primeiros alvos Paulo Otávio acerta 4 tiros no 9. A coisa desandou, pensei. Não aguentei e fui dar uma volta. Paulo Otávio, dá um show de autocontrole e arranca um belíssimo 242-5x. Vamos ver o Stefan: pela luneta 242/243. Vamos ter que aguardar o resultado.
Saiu o resultado extraoficial. Stefan fez 243 e ficamos 1 ponto atrás da África do Sul. Caramba! Chegamos tão perto! Mas com as lições aprendidas, fomos verificar os nossos alvos. E os deles!!!
 
No meu alvo existia um 9 bastante duvidoso. Aí o ucraniano, Volodymir disse que deveríamos protestar, pois Benchrest é o esporte do protesto....  O Flávio pegou o formulário de protesto e preencheu, pagou a taxa de 20 dólares e entregou o protesto.
 
Então chega Paulo Otávio com uma foto do alvo do Stefan. Paulo Otávio me disse que aquele alvo da foto estava anotado como 10. Olhei e percebi rapidamente que era claramente um 9! Corremos para o Flávio e um novo protesto foi feito, porém aguardamos quase o fim do prazo para registrar, pois poderíamos ter algum problema nos nossos alvos e não queríamos deixar tempo para outros protestos.
 
A janela de protesto encerrava-se às 14:45 hs. Flávio registrou o protesto às 14:30Hs. O nosso primeiro protesto foi indeferido, por um cabelo. Uma nova comissão foi formada para analisar o segundo protesto. Richard Fernandez rapidamente entendeu do que se tratava aquele protesto, e que estava em jogo um lugar no pódio, outros capitães só perceberam mais tarde. O capitão do time sul-africano, Billy Chamberlain, já tinha ido para o bar e não acompanhou o julgamento do protesto. Em seu lugar ficou o futuro presidente da WRABF, o sul-africano Nick Schoowinckel.



O presidente Bill Collaros olhou o alvo e pediu para o Chris Nocente verificar no sistema, se aquilo estava marcado como 10 ou como 9, pois parecia quase um erro óbvio! Chris verificou e confirmou que estava anotado como 10. Então Bill Collaros colocou o plug no furo e ficou claro para todos que se tratava de um 9.
Como o Brasil tinha mais X que a África do Sul, no critério de desempate ficamos em 3º.
Incrível, PQP conseguimos! Time Brasil é Bronze por equipes! Que sonho. Realmente ao chegar na Austrália não imaginávamos que isso fosse acontecer. 
 
Classificação Final na Classe HV:
 
Pedro Ashidani                8º
 
Paulo Otávio      14º
 
Flavio Vieira       20º
 
Time Brasil         3º
 
Todos os atletas top 20 foi uma evolução espetacular! Uma posição no pódio foi uma recompensa gigante ao esforço do time brasileiro.
Aguardamos a divulgação do resultado oficial, mandamos notícias à turma do Brasil. Liguei para minha casa, eram 3:00 da madrugada, e dei a notícia à minha esposa, com suor masculino brotando dos meus olhos que éramos o terceiro melhor time do mundo!
 
Encontrei Chris Nocente, e ele me parabenizou. Disse que estavam nos acompanhando, pois ao final do 2º alvo, estávamos liderando e que chamamos a atenção de todos.
Fomos para o alojamento pisando nas nuvens e fomos trocar de roupa e aguardar a cerimônia de premiação. 
 
O pódio ficou:
 
 


Gianpietro Mazzolari (ITA)
742-28x
Feinwkbau P70
Vipha Muller (USA)
737-29x
Thomas
Doug Muller (USA)
734-19x
Thomas

 



Estados Unidos A
2194-64x
Doug Muller, Matt Lababedy,  Todd Banks
Estados Unidos B
2187-63x
Abdul Lababedy, Paul Bendix, Vipha Muller
Brasil A
2182-71x
Flávio Vieira, Paulo Otávio Ashidani, Pedro Ashidani

 

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Figura 30 - Pódio Ar Comprimido por equipes da Classe HV

 

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Figura 31 - Time Brasil
 
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Figura 32 - Gianpietro Mazzolari recebendo seu premio
 
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Figura 33 - Resultado Final Oficial individual da Classe HV
 
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Figura 34 - Resultado Final Oficial da Classe HV por equipes
 
O Italiano Gianpietro Mazzolari foi declarado o grande campeão do resultado das duas classes combinadas, e como prêmio levou para casa uma carabina Steyr Benchrest. 
 
Logo ao chegarmos em Brisbane, nosso capitão perguntou qual seria nossa expectativa para a competição. Eu e Paulo Otávio respondemos que se conseguíssemos um desempenho melhor que o de 2013, já seria uma grande conquista.  
 
Espero que no futuro nosso time ou outros times que por ventura representem o Brasil possam galgar postos ainda mais altos que os alcançados por nós em 2015. Mas mesmo se outras conquistas não acontecerem, este Bronze foi espetacular.
 
Será difícil esquecer as mazelas que a TAM e Qantas nos fizeram passar, mas as alegrias da competição de 2015 ficarão gravadas para sempre, pois as conquistas do Time Brasil fizeram desta aventura, uma viagem memorável!

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#156 Uma Viagem Memorável

Posted by Pedro Ashidani on 18 December 2015 - 11:04 AM

Prova Heavy Varmint

 

O primeiro alvo da classe HV seria disputado logo em seguida da finalização da classe LV. Assim que julgaram os protestos (Carl Boswel assumiu o Bronze e Todd Banks foi para a 4ª posição). A ordem seria a mesma da parte da manhã. Ou seja, vago, Flávio, Paulo e Pedro. 
 
Com o 5º relay do dia sem atirador, aproveitamos para comer e recuperar a concentração. Preparamos as armas, desta vez Flávio competiria com uma arma, enquanto eu e Paulo Otávio iríamos competir com outra. Ambas armas estavam na ponta dos cascos, assim foi mais questão de preferência e não ter necessidade de alterar ajustes.
 
No 6º relay, Flávio assumiu a bronca de atirar num momento que o vento ainda era ingrato. Resultado 243-8x. Foi um bom resultado dadas as condições do clima. Ficando à frente do campeão da classe LV, Cobus Viljoen, 2º Peter Grundlingh, do 3º Carl Boswel.
 
No 7º relay, Paulo Otávio voltou a atirar com condições difíceis conseguiu um bom resultado de 241-5x, talvez um pouco prejudicado ainda pelo fator emocional.
 
No 8º relay, eu atirei e apesar das condições ainda estarem difíceis consegui uma boa pontuação: 243-12x
A ponta da tabela era ocupada pelo Italiano Gianpietro Mazzolari, pelo pequeno Abdul Lababedy, pela americana Vipha Muller e pelo finlandês Tomi Korpi.
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Figura 20 - Classificação Individual da Classe HV após 1 alvo
 
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Figura 21 - Classificação por equipes da Classe HV após 1 alvo
 
Fomos dormir com as seguintes classificações:
 
Pedro 9º
 
Flávio 11º
 
Paulo Otávio 22º
 
Time Brasil 2º
 
 
Nada mal!!! Esse resultado deu uma injeção de ânimo no time, e criou um sentimento interessante: naturalmente todos os atletas entenderam que a força estava no conjunto! E que apesar dos bons resultados individuais, o foco principal era a equipe!
 

Ao final do dia, pudemos recolher nossos alvos da categoria LV. E durante a noite analisamos os alvos. Nosso vizinho de alojamento era o Chris Nocente, responsável pela apuração dos alvos. A apuração dos alvos foi muito boa, e praticamente antes de finalizar o relay seguinte, todos os alvos estavam apurados e fixados na parede. Segundo Chris, os sul-africanos já usavam o sistema a quase 2 anos e tinham total confiança nele. Também Chris disse que as dúvidas surgiam mais nos alvos das bordas. Ok. Lição aprendida.

 

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Figura 22 - Imagem de um alvo apurado pelo sistema computadorizado

 

À noite analisamos os alvos e percebemos alguns erros de apuração. O sistema não era perfeito. Tive um alvo apurado como 9 que era claramente um 10. Isso poderia elevar meu posicionamento de 63 para 50! Mas infelizmente confiamos no sistema e não prestamos a atenção devida e perdemos a janela para protestos. Lição aprendida!
 
Ao final do dia acorreu a premiação da Classe LV, com o grande Campeão o Sul-africano Cobus Viljoen, em segundo lugar o também sul-africano Peter Grundlingh e em terceiro o britânico Carl Boswel
 
Individual



1º Cobus Viljoen (SAF) 738-30x Steyr LG110
2º Peter Grundlingh (SAF) 735-29x Walther LG400
3º Carl Boswel (GBR) 735-19x Atamam

Por Equipes

1º Austrália A 2194-59x Annete Rowe, Greg Schneider, John Patzwald
2º Estados Unidos A 2189-61x Todd Banks, Matt Lababedy, Doug Muller
3º África do Sul A 2189-59x Stefan Viljoen, Junior Koegelenberg, Paul Van Gass

 

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Figura 23- Cobus Viljoen

 

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Figura 24 - Peter Grundlingh
 
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Figura 25- Carl Boswel
 
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Figura 26- Pódio Ar Comprimido Individual da Classe LV
 
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Figura 27- Pódio Ar Comprimido por equipes da Classe LV
 
Jantamos e ficamos conversando um pouco, mas logo a maioria voltou para o Hotel ou para o alojamento.
Acordamos cedo para o terceiro dia de competições. Novamente com boas possibilidades. Corremos para o quadro para verificar como tinha sido o sorteio de distribuição de mesas. Neste dia eu iria iniciar os trabalhos, seguido por um intervalo, depois Flávio e por último Paulo Otávio.
 
Neste segundo dia o vento estava um pouco mais ameno, e o fato das armas HV terem mais energia, ficou um pouco mais tranquilo pela manhã. Resultado: na primeira bateria do dia emplaquei um belíssimo 246-10x.
 
No 3º relay, Flávio conseguiu outro bom resultado, um 244-9x. e no 4º relay, Paulo Otávio vinha fazendo uma prova muito boa, seria para 247+, porém na última linha ele perde 3 pontos fazendo um 245-7x. 
 
Depois descobrimos que Paulo Otávio deu mais de 80 tiros, e a arma ao final não estava mais com pressão na região regulada. Nesta mesma bateria o sul-africano Stefan Viljoen, emplacou um 250. O segundo da competição.
 
Ao final do segundo cartão as posições eram:
 
Pedro Ashidani 4º
 
Flávio Vieira 9º
 
Paulo Otávio 15º
 
Time Brasil 1º
 

WOW!!!

 

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Figura 27- Resultado Ar Comprimido Individual da Classe HV após 2 cartões

 

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Figura 28- Resultado Ar comprimido por equipe da Classe HV após 2 cartões

 

O estande pelas suas dimensões apresentava ventos com comportamentos e intensidades distintas conforme o local e a hora do dia. Pela manhã ventava mais do lado esquerdo, e menos do lado direito. No meio algo intermediário. À tarde ventava mais do lado esquerdo, menos no direito.
 
Novamente eu seria o primeiro a atirar. Conforme estava me preparando o vento foi aumentando, aumentando.... Fiz a prova... acabei esgotado. Muito difícil, mas não desisti em nenhum momento, sempre lembrando que qualquer ponto seria importante para o time. Mas foi muito difícil. Muitas rajadas repentinas. 
 
Fiquei apertado no tempo e tive que arriscar. Pela luneta estimei um 238. Assim que acabei, virei e pedi desculpas aos companheiros de time. Mas tinha feito meu máximo. Após a apuração foi um 240-10x.
 
No 7º relay foi a vez do Flávio. Novamente uma condição do cão! A arma do Flávio ainda estava com o cano chumbando. Ele limpava com pellets a arma atirava bem, logo ficava ruim. Resultado: 238-5x
 
Fizemos as contas e percebemos que os EUA A e B haviam nos ultrapassado e estávamos empatados em 3º com a África do Sul. Pela África do Sul iria atirar Stefan Viljoen, que havia feito 250 pontos no alvo anterior e carregava o título de campeão mundial de Field Target. Muita pressão no Paulo Otávio. Eu como pai estava mais nervoso, para variar.
 
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Figura 29- O Estande
 

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#120 Competição - Light Varmint - 25 e 26 de julho de 2015

Posted by Flavio Vieira on 28 July 2015 - 07:49 AM

Após os treinos foi dado início à competição (25 de julho de 2015). A primeira prova era na divisão Light Varmint, para rifles de ar comprimido até 16 joules de potência.

A ordem de tiro e as posições são sorteadas e por estarmos compartilhando equipamento, todos nós atiraríamos na mesma mesa o primeiro alvo, e em seguida trocaríamos de bancada para o segundo alvo, na dinâmica de um alvo na parte da manhã e um alvo na parte da tarde sem intervalo para almoço. Cada alvo de prova deveria ser concluído em 20 minutos e o tempo de tolerância para ajustar as bandeiras de vento e trocar de bancada era de 10 minutos. Assim que os atiradores estivessem prontos eram concedidos 5 minutos de preparação.
O primeiro a atirar foi Flávio Vieira. No primeiro relay a condição do tempo estava razoavelmente desfavorável, chovia, ventava e fazia frio, estava realmente muito difícil atirar naquelas condições.
No primeiro alvo Flávio fez um 241. Em seguida, no segundo relay, Paulo Otávio assumiu a arma, pegou uma condição de tempo menos ruim e fez um excelente 247! Em seguida foi a vez de Pedro, já no final da manhã as condições se deterioraram e voltaram a ficar difíceis, rendendo um 242.
Na parte da tarde Flavio pegou novamente uma condição desfavorável e não conseguiu pontuar mais de 243. Paulo Otávio novamente aproveitou uma condição melhor um pouco de tempo e pontuou um belíssimo 246! Pedro assumiu o último relay e novamente as condições ficaram difíceis, rendendo um 233, em um relay que todos que atiraram juntos saíram prejudicados. Até o segundo alvo, o Brazil era o sexto melhor time da competição e Paulo Otávio era o segundo colocado do Light Varmint.
Dormimos com uma expectativa e apreensão de um atirador estar muito próximo de uma grande conquista, e nesse momento os demais países começaram a perceber que o Brazil era uma força que merecia atenção!
No segundo dia de competição, com um pouco de nervosismo, fomos para o estande, ainda faltava um alvo para cada. Focamos nossas esperanças no Paulo Otávio, deixando os ajustes dos equipamentos favoráveis à ele para que fosse possível uma medalha.
No sorteio dos relays para o segundo dia ficamos de fora do primeiro relay e Flavio foi o primeiro a atirar no segundo relay, em uma condição favorável rendendo um bom 246. O próximo a atirar foi Paulo Otávio que infelizmente pegou a pior condição de todas, um vento extremamente forte com rajadas e tudo mais que tiver direito, conseguindo com bravura uma pontuação desfavorável de 236. Todos que atiraram com ele e tinham chances de vencer a competição foram jogados para baixo da tabela.
No fim, a classificação final dos brasileiros no Light Varmint entre 88 competidores foi:
 
Flávio Vieira - 15°
Paulo Otávio - 17°
Pedro Ashidani - 63°
 A classificação final por equipes, entre 22 times fomos 8°.
 
Um misto de decepção, surpresa e desânimo nos abateu, mas não deixamos o sentimento de derrota tomar conta do time e passamos a pensar que se chegamos tão próximos, era possível, e que no Heavy Varmint seríamos mais consistentes. Dormimos pensando no Heavy Varmint, e focamos nele a partir de então.
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#119 Dia de Treinamento 2

Posted by Pedro Ashidani on 28 July 2015 - 06:43 AM

Dia de treinamento 2

Equipamentos

A respeitos dos equipamentos, com exceção das armas desenvolvidas pelo Michael Thomas, não surgiram muitas novidades. Ainda as armas austríacas da Steyr são as preferidas por grande parte dos atiradores. Esperava mais armas da fabricante russa Ataman, porém somente 5 atiradores usaram (ingleses e filipinos) a arma fabricada por Alexey Soldatov. Walther, Feinweinkbau, RAW e Air Arms completam o arsenal.

 

(Edit: Alexey Soldatov me alertou que foram 5 atiradores com 6 rifles Atamam - Carl Boswel (UK) e Achile Boswel (UK) com 1 rifle, Colin Evans (UK) com 1 rifle, Chim Esteban (PHI) com 2 rifles e  Ronald Hejastro (PHI) com 2 rifles também)

 

Entre os Frontrests também nenhuma novidade. SEB, Cicognani, Farley, Randolph, entre outros, ocuparam a preferência dos atiradores.

Onde observamos uma mudança marcante foi no uso de windmeters. Uma grande parte dos atiradores utilizavam dispositivos para medir a intensidade do vento.

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Um dos modelos mais apreciados pelos atiradores é o Redcup. Este projeto foi copiado por quase todos, porém o campeonato aqui na Austrália evidenciou uma falha  que pode abreviar a vida do projeto. Os windmeters paravam de funcionar quando chovia! Com acúmulo de água no copo vermelho, ele perdia a simetria de massa e consequentemente o equilíbrio era prejudicado. Assim como no redcup, todos os outros projetos similares também não funcionavam na chuva.

 

 

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O Atleta Colin Evans da Grã Bretanha, desenvolveu um projeto de windmeter que utiliza 3 hastes e como sensor de vento uma pequena placa, ao invés do copo vermelho. Este modelo  foi adquirido pela equipe brasileira em abril de 2015 e após recebe-los em junho, o projeto inicial de Colin Evans foi alterado para se adapatar às necessidades do time brasileiro.

 

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Estes windmeters mostraram-se os melhores entre os usados na competição, em termos de sensibilidade e resistência a chuva, sendo elogiado pelos atletas, Annette Rowe (AUS), Richard Lightfoot (AUS), Greg Schneider (AUS), Doug Miller (USA), Volodymyr Bozhenko (UKR), entre outros.

Estranhamos o comportamento do time ucraniano, que treinaram muito pouco ar comprimido, concentrado-se mais no rimfire. Estes mesmos ucranianos, que em 2013 conquistaram o título da  copa do mundo, vieram nos questionar sobre a utilidade do windmeters e após trocar idéias com o nosso time, acabaram comprando um modelo similar ao redcup do fornecedor BRT.

Nossas armas tiveram que passar no primeiro dia por um teste de conformidade com as limitações de massa e energia de cada modalide e receberam um selo.

Durante os dois dias de treino fizemos 12 cartões no primeiro dia, com maior ênfase na modalidade LV e mais 11 no segundo dia, com maior  ênfase na modalidade HV.

Treinos feitos, continuamos sem entender o vento do estande... Mas deixamos as armas arrumadas e prontas pra a competição!!


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#113 Brisbane 2015 - World Cup

Posted by Flavio Vieira on 27 July 2015 - 09:09 AM

Acabou! Para concluir as observações do primeiro dia do Light Varmint temos que reconhecer que as Thomas BR não atiraram bem com baixa energia. Vipha Miller utilizou uma Steyr e estava muito bem colocada até iniciar o terceiro relay. Atirando junto com o Paulo Otávio a condição do tempo foi completamente desfavorável e ambos perderam muitos pontos.
No Heavy Varmint a coisa foi diferente, as Thomas BR foram extremamente consistentes e abriram grande vantagem, favorecendo dois times americanos, apesar de dois dos seis atiradores terem utilizado outras armas eles fizeram uma dobradinha em primeiro e segundo lugar com o Brasil em terceiro.
Saldo da competição para as Thomas BR: em baixa energia não atiram bem, mas em alta potência foram muito bem.
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#110 PQP! Conseguimos!!!!

Posted by lobão on 26 July 2015 - 12:27 PM

Parabéns pela merecida conquista!
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#108 PQP! Conseguimos!!!!

Posted by SINGLE SIX 22lr on 26 July 2015 - 08:54 AM

PARABÉNS.!!!!!!!!! E com muita alegria que agradeço a representação de vc no mundial!!!! Vocês conseguiram mesmo!!! Após todos perrengues , superaram adversidades, conquistaram respeito merecido pela dedicação de vc!!! E MUITO XXXXXX !!!! PARABÉNS E MAIS SUCESSO !!!!
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#107 PQP! Conseguimos!!!!

Posted by Pavie on 26 July 2015 - 08:32 AM

E com muito Orgulho que escrevo esse post!
Parabéns pelo feito inédito, fizeram história!
PQPx! Muito bom! Feito e tanto! Felizes PK...Heim!?
Aproveitando o ensejo... Fizera. Mais "X" que todas as outras equipes!!!
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#104 Primeiro dia de Competição - Light Varmint

Posted by Pavie on 24 July 2015 - 11:43 AM

Putz... que louco!

Muito show...

Rapaz, tem que valorizar o empenho, a perseverança, perspicácia...etc diante de tantas dificuldades burocráticas e legislativas, enfim... Palmas de pé para o time brasileiro (Pedro, Paulo e Flávio), e que boa sorte esteja ao lado de vcs durante a competição e sempre! 

Abraço e aguardo mais notícias, inclusive sobre o U.S. Team...


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#101 Primeiro dia de Competição - Light Varmint

Posted by Pedro Ashidani on 24 July 2015 - 05:28 AM

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